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Monitoramento passivo ou chamadas de teste ativas: qual escolher para a telefonia

O monitoramento passivo analisa as chamadas reais que passam pela sua rede; as chamadas de teste ativas ligam por conta própria, de fora, e conferem o resultado. O passivo explica o que aconteceu com quem ligou; o ativo avisa quando ninguém consegue ligar, inclusive quando ninguém tentou. Quase sempre vale ter os dois, e este guia mostra em que ordem.

Resumo

  • Monitoramento passivo captura ou lê o tráfego SIP e RTP das chamadas reais e calcula indicadores como MOS estimado, jitter e perda de pacotes.
  • Chamadas de teste ativas partem de fora da rede, em horário marcado, e verificam se o número completa, quem atende e como está o áudio.
  • O passivo não vê o que não passou pela sua rede: uma falha na rota da operadora que impede a chamada de chegar não deixa nenhum registro para analisar.
  • O ativo não vê o motivo dentro da sua rede: ele mostra que a chamada falhou e com que código, mas não substitui a captura para investigar a causa.
  • Para um 0800 ou uma URA, comece pelo teste ativo; para um tronco com muito tráfego e queixas de qualidade, some o passivo.

Qual a diferença entre monitoramento passivo e chamadas de teste ativas?

No monitoramento passivo, a ferramenta fica de fora do caminho e olha as chamadas que os clientes fizeram; nas chamadas de teste ativas, a ferramenta liga. A diferença muda o que cada uma consegue ver. O passivo vê tudo o que passou pela sua rede e nada do que não passou; o ativo vê o resultado de uma chamada de cliente simulada, a qualquer hora, mas só nas chamadas que ele faz.

Monitoramento passivo Chamadas de teste ativas
O que faz Captura ou lê o tráfego das chamadas reais Liga para os números, em horário marcado
Exemplos de ferramentas VoIPmonitor (captura de SIP e RTP); PRTG e Zabbix medem a rede e o PABX por sensores, sem chamadas de teste Monitor da 2N5
Precisa de tráfego real? Sim: sem chamada, não há o que analisar Não: gera as próprias chamadas
Vê a falha na rota da operadora? Só se alguma chamada chegar a ser registrada Sim, vê a chamada que não completa
Vê a URA trocada ou a mensagem da operadora? Não, a menos que alguém ouça Sim, compara com a gravação de referência
Vê a causa dentro da sua rede? Sim, com a captura da chamada Só o código SIP e a causa Q.850 devolvidos
Instalação Na sua rede (espelhamento de porta, espelhamento no SBC ou leitura do PABX) Nenhuma: liga de fora

Sobre as ferramentas da tabela, os fatos vêm das páginas dos próprios fabricantes, listadas nas fontes: o VoIPmonitor faz captura passiva de SIP e RTP, com MOS, detecção de áudio de um lado só e regras de fraude, e não faz chamadas; o PRTG usa sensores de SIP OPTIONS, QoS e Cisco IP SLA, com MOS estimado a partir da rede; o Zabbix lê trunks, canais e filas do Asterisk. Nas páginas que consultamos, nenhum dos três liga para a rede pública para conferir um 0800 ou uma URA.

Quando o monitoramento passivo é a melhor escolha?

Quando você precisa entender chamadas que já aconteceram. Com a captura, é possível abrir uma chamada específica, ver a sinalização e o áudio, e descobrir se o atraso estava no seu SBC ou na operadora. O passivo é a ferramenta certa para:

  • investigar a reclamação de um cliente sobre uma chamada específica;
  • acompanhar indicadores de tráfego real, como a taxa de completamento (ASR e ACD) e o tempo de pós-discagem;
  • detectar padrões de fraude e uso anormal do tronco;
  • medir jitter e perda de pacotes das chamadas que de fato passaram.

Quando as chamadas de teste ativas são a melhor escolha?

Quando o risco é o número ficar fora do ar sem ninguém perceber. As chamadas ativas servem melhor a:

  • 0800, 0300 e 4004, cujo problema costuma estar antes da sua rede, na rota ou na portabilidade, onde nenhum equipamento seu enxerga;
  • URA, para conferir que atende a mensagem certa e não a da operadora;
  • madrugada, fim de semana e números pouco discados, em que o tráfego real é pouco ou nenhum;
  • medir o SLA da operadora com um registro independente de cada horário;
  • troncos SIP que precisam ser conferidos de fora, e não só pelo registro.

Um 0800 que deixou de completar às 2h da manhã não aparece no monitoramento passivo: não houve chamada para capturar. O guia Seu 0800 parou e ninguém avisou mostra esse caso.

Dá para usar os dois?

Dá, e é o arranjo mais comum em operações maiores: o ativo avisa que algo parou, com horário e código; o passivo ajuda a descobrir por que. As ferramentas não competem pelo mesmo trabalho. Uma sequência razoável:

  1. Comece pelo ativo nos números que dão dinheiro ou que a regra obriga a atender (SAC, 0800 de vendas, URA de suporte).
  2. Some o passivo quando houver volume de tráfego e dúvidas sobre qualidade que só a análise das chamadas reais resolve.
  3. Use os códigos das chamadas de teste que falharam como ponto de partida. O guia Chamadas falhando: diagnóstico mostra o que cada um quer dizer.

O que o Monitor da 2N5 faz, e o que não faz?

O Monitor da 2N5 é de chamadas de teste ativas: liga do Brasil para 0800, URA e tronco SIP, em agenda própria para cada circuito, confere o que atendeu, mede a qualidade de voz no áudio recebido (MOS-LQO) e abre um incidente depois de quatro falhas seguidas, a primeira e três novas tentativas. Ele não captura o tráfego da sua rede e não substitui uma ferramenta de captura para achar a causa dentro dela. Veja as comparações com o VoIPmonitor, o PRTG e o Zabbix, e a definição em o que é monitoramento sintético de chamadas.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre monitoramento passivo e ativo de VoIP?

O passivo observa as chamadas que os clientes já fizeram, por captura de tráfego ou leitura de registros, e calcula indicadores sobre elas. O ativo faz as próprias chamadas de teste, em horários marcados, de fora da rede. O passivo explica o que ocorreu com chamadas existentes; o ativo detecta a falha mesmo sem nenhuma chamada real passando.

O VoIPmonitor faz chamadas de teste?

Não. Segundo o site do fabricante, o VoIPmonitor faz captura passiva de SIP e RTP e calcula MOS, detecta áudio de um lado só e aplica regras contra fraude; ele analisa o tráfego e não gera chamadas. É uma ferramenta muito boa para investigar chamadas reais, e outra categoria em relação a ligar para o 0800 e conferir a URA.

O PRTG faz chamadas de teste para o meu 0800?

Pelas páginas do fabricante, o PRTG mede com sensores: ping SIP OPTIONS, tempo de ida e volta de QoS e Cisco IP SLA, com MOS estimado a partir da rede. Não encontramos discagem para a rede pública, 0800 ou URA. Ele mostra a saúde da rede e do tronco; conferir o que atende no 0800 é outra tarefa.

Zabbix monitora tronco SIP e qualidade de chamada?

O Zabbix, que é de código aberto, tem um modelo para Asterisk que lê o estado de troncos e peers, de canais e de filas. Pelo que o fabricante publica, ele não faz chamadas de teste nem avalia o áudio. Serve para ver o PABX por dentro, e não para saber se uma chamada de fora completa.

Preciso dos dois tipos de monitoramento?

Depende do risco. Se o que importa é saber que o 0800, a URA ou o tronco atendem a qualquer hora, comece pelo ativo. Se há muito tráfego e reclamações de qualidade, o passivo mostra as chamadas problemáticas. Em operações maiores os dois convivem: o ativo avisa, o passivo ajuda a achar a causa.

O PRTG e o Zabbix fazem chamadas de teste?

Nas páginas dos fabricantes, não. O PRTG mede com sensores, como ping SIP OPTIONS, QoS de ida e volta e Cisco IP SLA, e o Zabbix lê o estado de troncos, canais e filas pelo modelo do Asterisk. Nenhum dos dois disca para a rede pública nem confere o que atende. Para isso é preciso uma chamada de teste ativa, que liga de fora e ouve o resultado.

Veja nos seus próprios circuitos

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